...Viver é querer ser feliz assim! A cada instante um novo motivo, cada por do sol um novo sorriso, cada amanhecer um brilho sem fim...



domingo, 30 de dezembro de 2012

Celeridade

[imagem extraída do google]




Palavras poucas
Traço contínuo
Silêncio
Assim é a vida
Feita de coisas poucas
Nos poucos vãos do destino
Nos arredores de mim.

Um trem desgovernado que passa
Nos arredores de mim
Espreita a garganta seca
Apita em alto clarim
Avisando as dores que passam
Nos arredores de mim.

No silêncio da matina
A olhar somente assim
Um grito silencioso
Na busca de alguns versos
Num canto desnorteado
Feito cigarra a zunir
Ele passa e não demora
Nos arredores de mim.

        Fran Sousa




domingo, 23 de dezembro de 2012

Neutralidade

[Foto extraída do google]




No imenso deserto do meu corpo
Um traço descontínuo
Um rio de aleluias
Um colorido mar de vontades impróprias
Atormenta minha pobre alma
Doce, frágil, descolorida.

                                                                                           Fran Sousa

sábado, 1 de dezembro de 2012

Dezembro





Enfim dezembro.

Dezembro dos meus amores
Dezembro da alegria
Dezembro da estrela guia
Brilhando em meu coração.

Dezembro lembra saudade
Dezembro, felicidade,
Nas manhãs de calmaria.

Dezembro é nascimento
Tem cheiro e gosto de tempo
Tem cheiro e gosto de Deus.

Tem um Menino singelo
De grandeza encantadora
Nascido em manjedoura
Entre animais e capins.

Dezembro inquietante
Dezembro busca constante
De um abraço sincero.

Dezembro que eu espero
Aplacar meu coração
Fazer-te todo canção
Numa eterna melodia.

         Fran Sousa 

sábado, 24 de novembro de 2012

Canção do vento

[Foto extraída do google]

O vento sopra saudade
Lembranças de solidão
Murmura em alta voz
Anuncia uma canção

Com sua voz a gritar
Os indizíveis da vida
O vento sopra onde está
A canção do desamor

Que em dias taciturnos
Reina em corações vazios
Um grito de liberdade
Fica preso em saudade
Nos arredores da vida.

                      Fran Sousa

sábado, 17 de novembro de 2012

Batalhas da vida




[...] E quando o mundo te machuca, e a tristeza insiste, e as lágrimas caem,
Você se isola.
Na sua cápsula, amarga os dissabores da vida,
As inquietudes do pensamento.
Guarda os sofrimentos trancados a sete chaves,
...
No seu cofre cheio de descontentamento.
Mas resiste, porque é forte como a rocha.
Até larga algumas farpas, abre algumas fissuras,
Mas logo vem um vento brando, trazendo uma areia fininha...
E aí...
Você sara e renasce para a vida!
As aberturas causadas pelo sofrimento cicatrizam e você está pronto...
Para mais uma batalha [...]

Fran Sousa

domingo, 4 de novembro de 2012

Aragem do (des) amor

[Foto extraída do google]


Brisa suave
Cheiro de amor
No ar penetrante
Aroma de beijos
A alma absorve
A calma manhã
Silêncio de séculos
Na alma ecoa
Inquieta saudade
Aperta o peito
Que ingênuo absorve
Essa letargia.

                  Fran Sousa

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Coração inquieto

[Foto de Sonival Marinho]




O coração busca horizontes largos.
Procuro por mim e não me encontro
Tento, busco, disfarço.
Mas um vazio habita em mim.
Pura essência. Fico a imaginar.
Pessoas, lugares, coisas...
Amores que se foram
Amores que virão.
Inquietação.
Frenesi.
Busca de paz.
Vazio.

Esse coração que clama por sossego,
Não consegue se encontrar!

De que necessitas inquieto coração?

Chama ardente, que abrasa a alma.
Enlevo celeste, que completa o espírito.
Poesia, que guia os sentimentos.
Silêncio, carruagem dos pensamentos.
Sonho, alicerce para a caminhada.
Solidão, liberdade clandestina.
Esperança, flor que conduz o futuro da humanidade.

Ah! Coração tu necessitas de coisas sublimes!
Tu necessitas da busca constante das pessoas inquietas,
Dos que sonham um sonho de paz
E encontram um futuro de incertezas...

                                  Fran Sousa

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Outubro

[Foto extraída do google]



Nasce outubro
E com ele a esperança!

Esperança velada
De outubro cheio de realizações
De outubro em que possa viver em paz
Minha alma
Minha calma
Minha dor
Meu amor

A você outubro
Minha esperança
Minha lembrança
Minha agonia
Meu desespero

E na fé de vencer
Meu pesadelo
Que você, outubro,
Possa contribuir
Para o meu bem viver

Atrele suas patas em minhas noites
Cante o vento brando das madrugadas
Em meu ouvido atento

Faça-me renascer em alegrias.

Que eu possa te sentir
Firme, forte,
Devagar passe em meus dias
Contribua para o meu sucesso
Outubro meu amigo.

Fran Sousa

domingo, 30 de setembro de 2012

Quereres

[Foto extraída do google]


Quero o silêncio guardado
Quero a palavra não dita
Quero o sonho imaginado
Quero a hora bendita

Quero a metáfora da vida
Quero o símbolo e a beleza
Quero os vãos suspiros meus
Quero a vida e a singeleza

Quero o que muitos não vêem
Quero o ar quero o sertão
Quero a paz dos cemitérios
Quero o vento do tufão

Quero amor de plenitude
Quero a raiva e a paixão
Quero viver os contrários
Quero paz no coração

E assim eu vou querendo
Quereres que eu não sei
Onde queres Deus que eu viva
Onde queres Deus, tua Lei!


             Fran Sousa



sábado, 15 de setembro de 2012

Saudade a pino

[Foto extraída do google]



Confusa
A tarde se faz
De ausências
Desejos
Anseios

O coração
Rouco de gritar
Bate descompassado
No compasso do dia
No compasso da tarde

Uma nostalgia
Apodera-se
Eh saudade besta
Que toma conta de mim

E essa inquietação
Lancinante
Atormenta
Os raios fugidios do meu dia

E quando penso em me safar
Já é tarde
Já estou presa
Nesta saudade

E no calor da tarde
Inquieta
Permaneço
Ensurdecida
Amolecida
Endoidecida
Nesta saudade.
              Fran Sousa



domingo, 9 de setembro de 2012

Setembro florescido de saudade





Brisa suave
Manhã de setembro
No canto dos pássaros
Eu vou revivendo
Outras manhãs
De outros setembros
Outros clarões
Outrora nascendo

E assim vou vivendo
Em cada manhã
De sol de setembro
Um olhar para o mundo
Sentimento profundo
No peito florescendo

A cada lembrança
De sonho desfeito
A cada esperança
Cada dia perfeito
Eu lembro a manhã
Eu lembro um sorriso
Eu lembro que isso
É saudade em meu peito.
               Fran Sousa


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Um fio de tarde

[Foto de Andréa Zorieuq]




Na tarde primaveril
Claridades e abismos
Retidos no desabrochar
Da luz tenra e inábil

Brilhos exuberantes
Caem na tarde clara
Trilhos extravagantes
Dores que nunca saram

Caminhos percorridos
Luzes, brilhos, risos,
Lágrimas, dores, choros,
Tudo inerte neste fio

No horizonte se esconde
Toda dor que hoje impera
Vai com os raios longínquos
Vai morar em outras terras

E no brilho vespertino
Claridades sem espera
No coração se encerra
No crepúsculo de outras serras.

                            Fran Sousa

domingo, 19 de agosto de 2012

Um foco de luz

[Leitora à janela (1657-1659) Jan Vermeer Van Delft]




Na claraboia do dia
Um foco de luz
Atravessa
Portas e janelas
E repousa
No coração

Que fica
Iluminado
De claridades
De vontades
De verdades

E ameniza
A dor que passa
Por entre as frestas
Da solidão

E lendo as dores
Lendo os amores
Que vão e vem
A menina sonha

E a vida brota
Num foco de luz

         Fran Sousa


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Incandescido

[Foto extraída do google]



Hálito frio
Manhã ventania
Na terra macia
No espaço
No ar

Meu céu a brilhar
Teus olhos estrela
Meu eu a rimar
Com muita cautela

Somente querendo
Teu brilho furtar
Pro meu coração
Alegre ficar

Do brilho eu quero
Teus olhos serenos
Mimosos pequenos
Em raio lunar

No céu do meu ego
Precisas pousar
Teus olhos de estrela
E ornamentar

A vida que clama
Na manhã ventania
Por brilho fugaz
Em terras brandias

A iluminar
Seus olhos estrela
Os quero pousado
À minha estranheza.
              Fran Sousa

sábado, 4 de agosto de 2012

Inquietação

[Foto extraída do google]



Os pássaros cantam em meu ouvido
O vento sopra brisa suave
O dia passa fagueiro e livre
O sol esquenta o corpo inerte

Saudade lânguida do que não tive
Saudade sombra de anos luz
Saudade mórbida melancolia

Ao som dos pássaros canção da vida
Caminho incerto manhã vivida
Inquietudes do coração.

                       Fran Sousa

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Máscara de cordeiro - alma de lobo






Putrefação!
Sociedade apodrecida
Duas faces da moeda
É nome de Deus em vão.


Cordeiro em alma de lobo!
Interno, bolor de pão,
Externo, brilho e disfarce.


Da fruta, és o bicho
Escoadouro do desprezo
Que a sociedade te gere
Na família dos murídeos.


A lágrima que tu gera
Na face axaurida
A angústia do porvir
 Pungirá tua consciência.


Ó, desgraça sem tamanho!
Ó, AVERSÃO desmedida!


Que o Senhor cure os doentes
Dessa lepra tão maldita.

                Fran Sousa

sábado, 21 de julho de 2012

Êxtase

[Foto extraída do google]



Mãos de brasa
A romper auroras brilhantes
Doces e alucinantes
Véu de nuvens esparsas
Por entre prados caminha
Por entre campos se aninha

Corpo neutro que acende
O fogo do amor
É também campo em flor
De espasmos e silêncios
Velados

Mãos de brasa
Que acende
A aurora do desejo
Inerte em profundo sono
Nas tormentas
Tardias do amor.  

               Fran Sousa


sábado, 14 de julho de 2012

O claro escuro de mim

[Foto extraída do google]



Eu sou da noite
Sou do escuro da noite
Escuro denso da noite

E a brilhar no céu estrelas
Estrelas de fino trato
Eu cá fico a vê-las lá
Distante um tanto de mim

Assim como a estrela brilha
Brilha um coração impuro
A inundar o escuro

E escuro de amor assim
Deixa a alma embriagada
E um gozo inexplicável
Habita o escuro de mim.

                    Fran Sousa

domingo, 8 de julho de 2012

Uma quase presença

[Foto extraída do google]


Na brisa que vem do mar
Uma lembrança suave
Habita nas entrelinhas
Do meu coração.

Ao som do vento se faz
De ternura e de saudade
Nesta brisa que vagueia
No meu corpo
E pensamento.

              Fran Sousa

sábado, 7 de julho de 2012

Sobrevivência

[Foto extraída do google]



No corpo cansado
A noite habitou
Na insônia da vida
A dor abafou

A alegria parece
Querer iluminar
As agruras da vida

E a máscara do ser
Embutida na face
 Disfarça a lágrima
Em puro sorriso

E revivesse
Em meio aos espinhos
Procurando caminhos
Para sobreviver.

                 Fran Sousa



sábado, 23 de junho de 2012

Fogo, cinza e fumaça

[Foto extraída do google]




Noite de São João...
Fumaça, fogo, cheiro de cinza.
Comida...
O fogo que arde me traz lembranças da infância.
Quando a diversão era brincar ao redor da fogueira.
Fleches na memória indicam tempo bom.
Tempo vivido no calor da amizade.
O fogo que alimentava nossos sonhos não era só um fogo, mas um futuro Imaginado, Distante, sonhado.
A fumaça da madeira queimada cheirava a futuro,
Exalava cheiro do presente, mas almejava futuro...
Crianças, adultos... Tudo se misturava na brincadeira da água.
- Quem estará vivo no próximo São João!
Tempo bom! Saudades daquele tempo.
Milho assado, canjica, pamonha,
Comida tem gosto de eternidade.
Passado bom fica para eternidade.
As cinzas ficam impregnadas na mente, no coração.
E as chamas, reacendidas a cada ano.
Esta é a função das cinzas! 
Manter acessa a chama.
Cinzas guardam fagulhas aquecidas na mente,
São lampejos do passado que incendeiam o presente.


                         Fran Sousa

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Remoendo destroços

[Hu Jundi Di]


É manha de junho
E um silêncio pesaroso
Canta a minha saudade
Por entre entranhas
Adentra essa palidez
De um dia parado
Os galos cantam
Ao longe um tilintar
De mulheres na cozinha
Lembra o som de coisas passadas
Os pássaros gorjeiam
Como que me chamam a vida
Mas o dia continua
Parado, nublado, cansado,
Um fio de nostalgia instala-se
E eu a remoer destroços
Permaneço na inquietação
A procura de algo
Que não se encontra
Na pálida manha de junho.

                 Fran Sousa


quinta-feira, 7 de junho de 2012

Efêmera

[Foto extraída do google]



Na relva adormece
Por sobre o capim verde e molhado
Uma lágrima (pingo) que brilha
Nos olhos do tempo alado

No ar cai levemente
E na metáfora esconde-se
Infinitamente
Por entre sonhos e labaredas extintas

Sua cor é de amarelo desbotado
Sua espessura do mais fino papel
Sua leveza é de pena e pensamento
E seu tempo já morreu no infinito

De ilusões.

                    Fran Sousa


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Na teia do tempo

[Foto extraída do google]


Por vezes fico esperando
Brotar por entre as folhagens
Como que brotam os botões
(Flores de eterna saudade)

A vagar por mundos vivo
(De esperança e segredo)
Falo de amor com o vento
E de paixão com as flores

E nessa espera caminho
Mas o amor não renasce
Não floresce nem dá fruto
(Nem vive só de lembrança)

Na teia do tempo engendra
Um ensaio de voltar
Mas logo fica parado
Deixa um perfume no ar

Quem dera voltasse logo
Antes do lago secar
Quem dera ele voltasse
E viesse pra ficar.

                  Fran Sousa

 

domingo, 20 de maio de 2012

Evaporação

[Foto extraída do google]



Amanheceu
É mais um dia de domingo
Comum, normal,
O burburinho dos rádios ligados
A missa, o pastor falando,
O galo cantando
Os passarinhos fazendo algazarra
A mulher incansável
Que não para de trabalhar
Os homens nas calçadas
Fumando e batendo papo.

Um dia nublado
Um dia que ameaça mudar o tempo
O cansaço é amenizado no domingo
Primeiro dia da semana em que a folga é sagrada
Aproveitamos para passear, ficar alegre, fazer caridade.

No domingo brincamos de ser feliz
Afinal é o dia do Senhor!
Mas o que dizer da escuridão
Que circunda o lago?
O que dizer na nuvem pesada e densa que encobre
O pequeno lago?
Coisas da natureza eu penso
Pois lago deve ser claro
Ou quem sabe o lago secou
Suas águas foram evaporadas pelo sol forte do sertão
E agora estão formando nuvens no céu
Para derramar suas gotas e aplacar o calor do domingo...

                                Fran Sousa
 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O fantasma do espírito

[Foto extraída do google]




No meu sonho tu habitas
No mais profundo de mim
Feito fantasma persegue-me
Como em tempos de outrora

Por ti meus olhos inda choram
Pingos d’água de saudades
Encharcados como um rio
Na ilusão da mocidade

Hoje só o sonho resta
E o rio transbordante de amor
Secou
Deixando à margem
O coração despedaçado
Embriagado
E inerte em desamor

O tempo ultrapassou
O tempo do amor
E o que sobrou
Nas estradas em que andou
Foi o sonho e este ficou
Nas entranhas do meu ser
Provocando a psique
E a noite em sonhos se faz

E o que ficou para trás
É saudade e nada mais
E aquele rio de amor
O seu curso desviou
Ou por qualquer desventura
O amigo vento o levou.

                  Fran Sousa